Touro de Ouro trouxe maus presságios para a Bolsa de Valores

Inaugurada no último dia 16 como uma mostra “da força e da resiliência do povo brasileiro”, conforme definiu o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, a estátua do Touro de Ouro parece não ter trazido bons presságios para a Bolsa.

Na volta do feriado, a Bolsa teve perda de 1,82% devido à queda na projeção do PIB e à piora nos índices de inflação. O recuo de 0,8% nas vendas do varejo entre outubro de 2020 e outubro de 2021 contribuiu para o resultado ruim.

No dia 17, a Bolsa registrou nova queda de 1,39% e fechou abaixo dos 103 mil pontos, o pior desempenho obtido em um ano. O resultado ocorreu devido às incertezas do mercado sobre a tramitação da PEC dos Precatórios.

A Bolsa agravou a sua pior marca em um ano no dia 18, ao registrar queda de 0,51%. A perda foi novamente motivada pelas dúvidas que a PEC dos Precatórios lançou sobre a saúde das contas públicas.

Antes do fim de semana, no dia 19, a Bolsa ensaiou uma recuperação de 0,59% com a proposta de fatiar a PEC dos Precatórios, mas o repique não foi suficiente para neutralizar as perdas de mais de 3% na semana.

A abertura da Bolsa nesta segunda-feira (22/11) renovou a pior marca obtida desde 6 de novembro de 2020. Com a queda de 0,89%, motivada pela perspectiva de aumento de juros nos EUA, a Bolsa marcou 102.122 pontos.

Da redação com o Metrópoles

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