Mourão acredita que combustível não diminuirá com privatização da Petrobras

Mourão disse, em entrevista, na quarta-feira (17/11), ser contra a privatização da Petrobras. Em mais uma declaração contrária ao posicionamento de Jair Bolsonaro (sem partido), deu seu ponto de vista de que, atualmente, o governo detém 37% da estatal e os outros 63% já estão distribuídos entre acionistas. “O presidente tem que entender realmente como se constrói esse preço”, disse ao UOL Notícias.

Ele explicou que o problema do valor do combustível não é na extração, mas sim no refino. Lembrou que a autossuficiência nacional está apenas na produção, o restante do serviço para fazer o combustível chegar ao consumidor é importado.“Somos autossuficientes na produção de petróleo, não somos autossuficientes na produção de combustível. 20% do combustível que usamos no Brasil é importado, então não adianta importar por 10 pra vender aqui por 5. Quem é que vai fazer isso? Vai ter que vender pelo menos pelo mínimo que está importando”, questionou.

“O problema, hoje, é o monopólio que a Petrobras deteve, decisões que congelaram a exploração do pré-sal por quase 10 anos por causa da forma de explorar e o monopólio que havia no refino. Acredito que em um curto espaço de tempo, com novas refinarias sendo construídas, empresas entrando teremos uma queda significativa no preço do combustível”, opinou. Além disso, ele destacou que o etanol poderia ser mais valorizado, já que é um combustível nosso.

“Se fizer igual a presidente Dilma fez, na base da marreta, a Petrobras terá um prejuízo. [No governo dela] foi de R$ 100 bilhões de dólares pela questão de não poder reajustar o combustível”, explicou. Segundo ele, o combustível aumentou, no ano, 60% internacionalmente; no Brasil, aumentou 50% e, ao mesmo tempo, a moeda se desvalorizou. Segundo o vice, não dá pra alterar o preço “na marra”.

 Da redação com o CorreioBraziliense

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