PGR quer apurar vídeo de Roberto Jefferson contra Alexandre

PGR defendeu ontem (28/10) o aprofundamento das apurações sobre o vídeo em que o ex-deputado Roberto Jefferson atacou o ministro dentro do Hospital Samaritano Barra, neste mês. Se o ministro Alexandre de Moraes concordar, o hospital terá de detalhar os visitantes, seguranças e até a equipe médica que atendeu o presidente do PTB. O pedido foi feito ao STF pela subprocuradora Lindôra Araújo, braço direito de Augusto Aras.

No último dia 16, a coluna publicou um vídeo que Jefferson havia enviado a aliados dois dias antes, no dia em que deixaria o hospital e voltaria ao presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro. “Oro em desfavor do Xandão”, dizia o presidente do PTB, segurando uma Bíblia. “Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício. Sejam órfãos os seus filhos e viúva sua mulher”, emendou, insinuando a morte de Moraes.

Em seguida, Moraes cobrou explicações do governo fluminense e do hospital. Em depoimento na cadeia, Jefferson afirmou que havia lido uma “maldição sobre os ímpios e perversos” no vídeo. Depois, divulgou uma carta reforçando os ataques e citando a mulher do ministro, a advogada Viviane de Moraes. A defesa de Jefferson disse ao Supremo que desconhece como o vídeo foi gravado ou divulgado.

Nesta quinta-feira (28/10), a PGR pediu que a Polícia Federal informe como fez a segurança de Roberto Jefferson durante a internação do ex-deputado. Em outra frente, defendeu que o Hospital Samaritano Barra apresente quatro documentos: registros de visitantes de Jefferson, com horários; nomes das pessoas que acompanharam o ex-deputado; funcionários da empresa de segurança privada que fizeram a escolta de seu quarto; e nomes de todos os funcionários da equipe médica que atenderam o paciente.

Preso em 13 de agosto a pedido da PF, suspeito de integrar uma suposta organização criminosa digital para atacar a democracia, Jefferson ficou internado no hospital de 4 de setembro a 14 de outubro, onde passou por um cateterismo.

Da redação com o Metrópoles

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