“A OAB precisa enfrentar o autoritarismo”: entrevista com Renata Amaral, pré-candidata a presidente

Dentro da série de entrevistas com pré-candidatas e pré-candidatos à Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal entrevistamos a advogada Renata Amaral.

Ela é presidente da Associação de Advogadas pela Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e sócia do escritório de Advocacia Zveiter.

“Queremos uma entidade que acolha as mulheres. A Ordem sempre foi um espaço muito masculino. Queremos uma política com afeto e efetividade na condução”, afirmou ela, respondendo uma das questões da entrevista sobre a participação feminina.

O movimento Ordem Democrática, que lançou sua pré-candidatura, inovou na composição da chapa registrada em 2018: a inversão da cota de gênero. Ao invés de 30%, sua chapa foi composta por 70% de membros mulheres. Agora, para este ano, a maioria ainda será de advogadas, girando em torno de 60% de mulheres.

Ela pontuou ainda sobre a função social da advocacia e a importância de a OAB se recanalizar para o seu papel histórico. “Muito se fala nessa corrida pré-eleitoral de valorizar a advocacia. A gente não pode falar em valorizar a advocacia sem elevar a instituição à sua envergadura constitucional”, acrescentou após nova indagação.

“A OAB, antes de ela começar a se apequenar, sempre foi uma das últimas fronteiras contra o arbítrio. Outrora ela se colocou ao lado da sociedade e há muito tempo ela não faz mais esse papel. Infelizmente. Nesse momento da escalada do autoritarismo, uma ameaça quase que diária às instituições e à democracia, é necessário que a OAB se posicione de forma enérgica. Não se posicionar nesse contexto é tomar posição”, agregou.

Confira a entrevista:

 

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