Após garantir 6%, Botelho afirma que valor da RGA poderá ser reajustado no ano que vem

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), que ficou afastado de suas atividades devido a uma cirurgia, afirmou na noite desta segunda-feira (13) que já não há mais impedimentos para aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)  de 2022, que deve ser votada em segunda análise na sessão desta quarta-feira (15).

Botelho explicou que a única situação que continuará em aberto é o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), devido ao problema da inflação acelerada que assola o país. A proposta inicial era de 5,05%, mas subiu para 6,05% após articulação dos deputados da base. No entanto, a previsão de inflação subiu ainda mais rápido e já está em 8%, segundo o mais recente boletim Focus, do Banco Central.

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“A questão maior é a RGA que foi fechada com o governador 6,05%, com a possibilidade ainda de haver alguma alteração para o próximo ano. Então, acho que ficou razoavelmente bom. Isso a gente não sabe ainda, se houver uma variação muito grande, aí a gente pode rever isso no próximo ano, com alguns ajustes, mas depende também da arrecadação do Estado”, detalhou Botelho, ao dizer que acredita que a inflação oficial deve chegar a 10% em 2021.

Botelho  também descartou a possibilidade de aprovação de uma emenda proposta pelo deputado Lúdio Cabral (PT), que buscava vincular a RGA ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias que recebem até 5 salários mínimos. Segundo ele, já houve uma tentativa de fazer algo semelhante no passado, que não prosperou.

“A variação de inflação não quer dizer que é a variação de arrecadação, e para você pagar, você tem que arrecadar. Então, isso são duas coisas que precisam ser olhadas no ano que vem. Quando o governo for pagar RGA, em maio, e o governador mandar a proposta [para a Assembleia], aí podem ser feitas várias análises nesse sentido”, afirmou.

Por fim, Botelho falou que também não é a favor da aprovação de alguns destaques propostos pelos parlamentares, que preveem reajustes específicos para algumas carreiras do funcionalismo público. Ele avalia que isso pode resultar em uma ‘reação em cadeia’, já que outras categorias não beneficiadas poderão pressionar para também receberem um reajuste similar.

 Da redação com o Estadão Mato Grosso

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