Sobre carta de Bolsonaro: ‘Sistema adora presidentes fracos’, diz senador

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chamou a nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quinta-feira (9/9), de “cartinha do Temer que Bolsonaro assinou”.

“Será que agora o Temer passa a governar também? Será que vai redigir cartinha explicando mansões e rachadinhas? Vai vendo Brasil! Quem votou para ‘mudar tudo isso aí’ faz o que? Espera cartinha para baixar o preço da gasolina?”, escreveu.

Ainda de acordo com Vieira, que deve ser candidato em 2022, Bolsonaro é só “mais uma peça no sistema, preocupado em esconder rachadinhas, mansões e incompetência”.

O senador ainda pontuou que o sistema adora presidentes fracos. “Facilita demais o acesso a cargos, grana e impunidade. Basta ler a sequência de notinhas ensaiadas.”

Bolsonaro foi o responsável pelas manifestações do 7 de setembro e pela paralisação dos caminhoneiros. Nos últimos meses, ele dizia a apoiadores que ganhou as eleições presidenciais de 2018 em primeiro turno.

Para o presidente, as eleições foram fraudadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As declarações ampliaram as tensões entre Bolsonaro e o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Barroso defende que as eleições são justas e que as declarações do presidente não passam de fake news.

Após xingamentos do presidente direcionados a Barroso, ao TSE e também ao STF, o ministro Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro no inquérito das fake news. A ação implodiu uma verdadeira “guerra” contra o Supremo.

Com a tensão entre os poderes cada vez maior, o ex-presidente Michel Temer foi à Brasília a pedido do presidente para ajudar na crise provocada por ele. A reunião entre os dois durou cerca de quatro horas.

Nos bastidores políticos corre o boato que Temer conseguiu, em uma ligação telefônica, que Bolsonaro conversasse com Moraes.

Alexandre de Moraes foi ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Temer. Em 2017, ele foi nomeado pelo ex-presidente para o cargo de ministro do STF. A vaga era do ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo.

 Da redação com o Correio Braziliense 

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