Bolsonaro convoca população para manifestações de 7 de setembro. Ministros avaliam participação

A semana começa quente na capital do país.O presidente Jair Bolsonaro aposta em uma manifestação avassaladora nesta terça-feira(7) para recuperar força política.Às vésperas do feriado, ele usou seu Twitter para novamente convocar apoiadores para comparecer às ruas para comemorar o aniversário da Independência da República, data que também são esperados protestos a favor de pautas pró-governo em meio às ofensivas  contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Em seu perfil, Bolsonaro pediu que as comemorações sejam pacíficas, e que os eventos estejam amparados  pela liberdade. “Que a liberdade individual seja máxima nesse marcante evento de nossa soberania”, escreveu.Nos bastidores políticos,  o primeiro escalão do governo  está procurando se desvencilhar das manifestações de 7 de Setembro promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

MINISTROS INDECISOS

Segundo a coluna apurou,  alguns ministros demonstraram desacordo com o acirramento institucional e constrangimento com a moldura autoritária dos protestos e a convocação feita por Bolsonaro para aderirem aos atos. Os titulares de carreira política têm pregado o “distensionamento”. Eles foram orientados por assessores, entretanto, a não confrontar as visões do chefe do Executivo em público e abafar o mal-estar.Boa parte dos ministros evitou até mesmo comentários em pronunciamentos e nas redes sociais sobre o convite público feito pelo presidente para eventos cuja pauta inclui a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal e a adoção do voto impresso, ambos assuntos superados no Congresso. Muitos podem aceitar o convite, mas não escondem incômodo.

PARLAMENTO VAZIO

Crédito: Agência Câmara

O Congresso resolveu esvaziar a pauta nesta semana agitada em Brasilia. diante da incerteza sobre o que poderá acontecer nesta  terça-feira,, . O receio era que a presença maciça de deputados e senadores pudesse estimular manifestantes a tentarem algo semelhante ao que aconteceu nos Estados Unidos, quando aliados do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio após a sua derrota, em episódio que resultou em cinco mortes.Tratou-se, assim, de evitar qualquer tipo de situação que pudesse estimular reações semelhantes. Especialmente na CPI da Covid, que tem sido o maior palco de dissabores ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Por isso, a CPI não terá esta semana sessões e depoimentos. Os senadores tratarão de organizar documentos na preparação do relatório final, que deverá ser apresentado até o final deste mês.

SEGURANÇA NO DF

Repasse de R$ 15 milhões à saúde da PM – Agência Brasília

A Polícia Militar do Distrito Federal vai escalar 100% do efetivo para o feriado de 7 de setembro. O comando da corporação atende a uma recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A convocação dos militares é uma forma de impedir que membros da ativa participem dos protestos marcados para o feriado.Na Recomendação Conjunta Número 2 de 2021, o promotor de Justiça Flávio Augusto Milhomem destacou “que são proibidas quaisquer manifestações coletivas de policiais militares da ativa da PMDF, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.De acordo com o secretário de Segurança do DF, Júlio Danilo Souza Ferreira, não há expectativa de que haja insurreições de membros da ativa das forças de segurança durante as manifestações. Ele garantiu, porém, que, embora a pasta espere por protestos pacíficos, há ações planejadas para coibir “pessoas que queiram se utilizar das manifestações para se impor de forma violenta”. Serão, ao todo, 13 manifestações de grupos da direita na Esplanada dos Ministérios e três da esquerda, ainda sem local certo.

MEDIDAS DO STF

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

A manifestação prevista para o Dia da Pátria e convocada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que chama seus apoiadores para um “7 de Setembro Gigante” é hoje a maior preocupação do comando do STF, quanto à segurança e à integridade do Tribunal. Estão previstos 3 diferentes planos de proteção do patrimônio público e da imagem da instituição, em gradação crescente, a depender da eventual ameaça que o protesto venha representar à Suprema Corte brasileira – hoje percebida como opositora do governo Bolsonaro por parcela importante dos seguidores do presidente.A cúpula do Judiciário acertou diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha, o reforço da proteção ao edifício do plenário do STF, inteiramente revestido de vidro e considerado o mais vulnerável da Esplanada.Pelo menos três tipos de barreiras físicas estão previstas para evitar a aproximação de manifestantes. Até a capacidade para arremesso de uma pedra foi cuidadosamente estimada. Além da equipe de seguranças do próprio Tribunal, ampliada em gestões anteriores à de Fux, está previsto reforço do contingente da polícia militar do DF destacado para a ocasião. Os detalhes do novo protocolo são guardados em estrito sigilo pela cúpula da segurança pública.

DEU NA MÍDIA

O staff do Palácio do Planalto prepara o roteiro de duas viagens internacionais para o presidente Jair Bolsonaro, e ele deve se vacinar nos próximos dias.O presidente decidiu discursar na abertura da Assembleia da ONU em Nova York dia 21 de setembro. Dias depois, na volta para o Brasil , deve fazer uma parada na Guatemala para visita oficial, com agenda e assuntos ainda indefinidos.Sempre polemico em relação  aos  efeitos da vacina desde o início da pandemia do coronavírus, Bolsonaro deve se imunizar com a dose da Pfizer (sua preferência) ou da Janssen, ambas aceitas nos Estados Unidos.

MARCANDO TERRITÓRIO

A presença cada mais mais constante dos governadores  aqui em Brasília têm objetivo concreto, para além da sinalização de união política diante da crise federativa com a Presidência da República e de defesa da democracia. Estados recorrem a parlamentares e ministros do STF para marcar posição sobre 16 pontos de uma agenda prioritária definida no fim de agosto dentro do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). Cinco tópicos tramitam no Congresso e as pautas vão de reformas à PEC dos precatórios, passando por temas controversos na educação. Governadores defendem a aprovação de projeto que tira deles e dos municípios a possível responsabilização pela não aplicação do mínimo de 25% na educação durante a pandemia da covid-19.

ECONOMIA

As projeções do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a piorar um pouco mais. Os analistas de instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central para a elaboração do Boletim Focus alteraram, por exemplo, a previsão para o IPCA (o índice oficial de preços) para este ano, passando de alta de 7,27% para 7,58%. Há um mês, estava em 6,88%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,95% para 3,98%. Quatro semanas atrás, estava em 3,84%.A projeção dos economistas para a inflação segue bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%, e já equivale a mais que o dobro do centro da meta para o ano, que é de 3,75%. A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos (de 2% a 5%).

PESQUISA

Garimpo ilegal na Amazônia e seus muitos problemas - Mar Sem Fim

O garimpo já ocupa uma área maior que a mineração industrial e avança sobre terras indígenas e unidades de conservação em estados da Amazônia, incluindo Mato Grosso. O estado é o terceiro com a maior extensão de área total minerada, com 25.495 hectares. É o que diz a pesquisa feita pelo MapBiomas, que resulta da análise de imagens de satélite com o auxílio de inteligência artificial.Mato Grosso fica atrás apenas do Pará (110.209 ha) e de Minas Gerais (33.432 ha). A maior parte da área minerada do estado é ocupada pelo garimpo (22.987 ha).

AGRO NOTÍCIA

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira ( 06), a estimativa de produção total de milho do Brasil em 2020/21 foi novamente reduzida, e agora é vista em 81,9 milhões de toneladas, com um recuo de mais de 20 milhões na comparação com a safra anterior, de acordo com números divulgados nesta segunda-feira pela consultoria AgRural.A previsão foi rebaixada mais uma vez devido aos efeitos climáticos na segunda safra, atingida por seca e geadas, em momento que os trabalhos de colheita já caminham para o final.Até agosto, a AgRural previa uma safra de 82,2 milhões de toneladas, contra 102,6 milhões em 2019/20.A área de milho segunda safra estava 95% colhida no centro-sul até a última quinta-feira, contra 89% uma semana antes e 94% um ano atrás.Com o corte, a segunda safra brasileira 2020/21 está agora estimada em 55,6 milhões de toneladas, contra 75,1 milhões na safrinha 2020.

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