Israel inicia ofensiva em solo contra Gaza após dias de ataques aéreos

Depois de dias de guerra de mísseis, foguetes e ataques aéreos entre Israel e os palestinos, os militares israelenses informaram, ontem (13/5), que tropas terrestres começaram a ofensiva em solo contra a Faixa de Gaza. Até então, ao menos 100 pessoas foram mortas desde que a violência se agravou na segunda-feira (10).

“As tropas aéreas e terrestres [das Forças de Defesa de Israel] estão atacando atualmente na Faixa de Gaza”, disseram os militares em um comunicado via Twitter logo após às 18h, horário de Brasília, sem mais detalhes.

IDF air and ground troops are currently attacking in the Gaza Strip.

— Israel Defense Forces (@IDF) May 13, 2021

Horas depois, o exército de Israel falou em “falha na comunicação interna” e afirmou que se juntou aos ataques em Gaza, mas não houve incursão. “Atualmente não há tropas terrestres dentro da Faixa. Forças aéreas e terrestres estão realizando ataques contra alvos na Faixa de Gaza”, informou a corporação ao jornal Times of Israel.

Ainda segundo o jornal, no entanto, houve ordem para que todas as pessoas que vivam em um raio de quatro quilômetros da fronteira se dirijam aos abrigos antibomba.

Pouco depois, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também usou as redes sociais para falar sobre o assunto. “Eu disse que cobraríamos um preço muito alto do Hamas. Fazemo-lo e continuaremos a fazê-lo com grande intensidade. A última palavra não foi dita e esta operação continuará enquanto for necessário”.

Conflito

Nos últimos dias, centenas de pessoas ficaram feridas e dezenas morreram após palestinos e policiais israelenses entrarem em confronto devido a manifestações contra o despejo de famílias da capital – Nahalat Shimon.

Ao menos 49 palestinos – entre eles, 13 crianças – e seis israelenses morreram. Israel realizou também vários ataques aéreos na Faixa de Gaza, derrubando um prédio de 13 andares, e o Hamas disparou foguetes contra Tel Aviv.

O conflito se iniciou nas vésperas do Dia de Jerusalém. A parte oriental da capital está no centro da disputa. Israel defende que toda a cidade pertence ao país. Já os palestinos reivindicam a região como futura capital de um Estado independente.

“Nós já assinamos um acordo com Israel em 1993. Já faz 28 anos que estamos esperando que Israel cumpra esse acordo”, afirma o embaixador palestino.

O pacto citado pelo diplomata é o Acordo de Oslo, que foi assinado entre o então primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, o líder palestino Yasser Arafat e o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, no pátio da Casa Branca.

Israel e Palestina acordaram que a maioria dos territórios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias a oeste do Rio Jordão seria devolvida aos palestinos.

“Israel ocupou a parte palestina e tratou de unificar os dois lados. A nossa capital é um território ocupado. Israel está dando as costas a tudo o que disse”, assinalou o embaixador.

“Nós consideramos que isso é uma agressão israelense premeditada contra a Palestina, que começou em Jerusalém, contra todo o povo palestino. Eles dizem que querem a paz, mas querem a paz do cemitério. A solução é clara: Israel tem de cumprir o direito internacional; são dois Estados para dois povos”, prosseguiu.

Da redação com o Metrópoles

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