Menor taxa desde maio: mortes por Covid-19 no Brasil caem pela 5ª semana

Em relação aos infectados, foram 156.273 novas contaminações, um pouco mais do que a semana imediatamente anterior

 

A quantidade de mortes no Brasil em decorrência da Covid-19 continuam a cair, registrando a quinta baixa seguida por semana. Na última, compreendida entre os dias 18 e 24 de outubro, o Ministério da Saúde contabilizou 3.228 óbitos, redução de 7,1% em comparação ao período de 11 a 17/10, quando o país teve 3.477 falecimentos.

Veja gráfico:

Segunda onda

A segunda onda da Covid-19 vem assustando países da Europa que já tinham controlado o avanço do vírus. No Brasil, entretanto, a curva de óbitos e contágios tem caído nas últimas semanas. “Estamos felizes que o número de casos vem baixando no Brasil, mas, ao mesmo tempo, não se deve abaixar a guarda”, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva na tarde da última sexta-feira (23/10).

O diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, explicou ainda que não é possível prever qual será o futuro da epidemia, mas que países como o Brasil devem tomar decisões baseadas na situação real de disseminação.

Precisamos aprender lições. Alguns países abaixaram a curva, relaxaram, não continuaram com as medidas de controle e estão vendo os casos subirem. No Brasil, ainda é preciso abaixar a curva e ter certeza de que, se uma segunda onda chegar, o sistema de saúde, a comunidade e o governo estarão em melhor situação do que quando o vírus chegou da primeira vez”, disse.

A imunologista encarregada pela resposta da entidade à pandemia, Maria Van Kerkhove, afirma que vários países se encontram em uma situação perigosa e que mesmo aqueles que estão controlando a Covid-19 devem manter as medidas para evitar o contágio. “Queremos enfatizar: é preciso manter a transmissão baixa”, declarou.

Os diretores foram questionados sobre o fato de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter recusado adquirir imunizações chinesas contra o coronavírus. A resposta foi que cada governo é responsável por decidir qual vacina será utilizada para proteger a população.

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