Greve no Metrô-DF completa 75 dias e empresa calcula prejuízo de R$ 8,8 milhões

 

A greve dos metroviários completou 75 dias nesta segunda-feira (15) e já se tornou a paralisação mais longa da categoria no Distrito Federal. Em 2016, o sindicato cruzou os braços por 72 dias consecutivos.

Na terça-feira (16), o imbróglio poderá ter um novo capítulo. Às 14h, está previsto o julgamento do dissídio coletivo em que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai julgar as alegações e recursos apresentados pelas duas partes.

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De um lado, o Sindicato dos Metroviários (SindMetrô) reivindica o cumprimento das sentenças judiciais que determinam reajuste dos salários no mesmo índice que a inflação. Eles pedem ainda a manutenção do acordo coletivo firmado em 2017.

Já o Metrô oferece aumento no valor do auxílio alimentação e no ressarcimento do plano de saúde, além de incorporação da carga horária de seis horas ao contrato de trabalho dos pilotos. Até a última atualização, a proposta não tinha sido avaliada pela categoria.

75 dias de greve
Durante pouco mais de dois meses de reivindicação, o Metrô-DF acumulou prejuízos de R$ 8,8 milhões. Segundo a empresa, em 74 dias, 1,7 milhão de usuários foram transportados a menos, na comparação com o mesmo período de 2018.

Funcionamento dos trens
Desde o início da greve, o metrô funciona em horário reduzido, com 18 dos 24 trens circulando em horário de pico.

As estações ficam abertas de segunda a sábado das 5h30 às 23h30 e, no domingo, de 7h às 19h. Apenas 30% dos trens circulam na maior parte do dia. Em horários de pico, o quantitativo sobe para 75%.

Confira os horários considerados de pico:

  • Segunda a sexta, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30: 18 trens
    Sábado: das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15: quatro ou cinco trens
    Domingo: das 7h às 19h: três trens

 

Com informações do G1 DF.

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