Aumentam casos de feminicídio no Distrito Federal

Dados da Secretaria de Segurança Pública informam que 89% dos autores possuem antecedentes criminais

 

Por John Macário

O país fica em choque a cada notícia que surge sobre feminicídio. O ato tem se tornado recorrente. Mulheres mortas sem dó e nem piedade por maioria cônjuges ou ex-companheiros. A sociedade tem lutado e se manifestado contra essa atrocidade que tem deixado um buraco nas famílias brasileiras, mas os números só aumentam.

De acordo com o último levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), foram registrados, em 2018, 28 casos enquanto no ano de 2017 ocorreram 18 mortes.

Os dados chamam a atenção para a necessidade de políticas públicas de proteção às mulheres. A frente de uma das únicas Secretarias da Mulher do país, Ericka Filipelli ressalta ações do GDF em relação ao combate ao feminicídio no DF.  “Vamos trazer instituições de ensino que têm essa vontade de promover ações de políticas voltadas às mulheres, tanto de medidas preventivas quanto de enfrentamento”.

 

Violência domestica

Segundo relatório da ONG Internacional Human Rights Watch, um dos desafios para mudar a cultura de violência que tem ceifado a vida de mulheres é a necessidade de classificar os crimes de maneira correta para que os algozes sejam responsabilizados, na justiça pela violência de gênero. Ainda de acordo com a ONG, o Brasil vive uma “epidemia” de violência doméstica, que há mais de 1,2 milhão de casos de agressões contra mulheres pendentes na justiça brasileira.

Mulheres vítimas dessa violência ainda convivem com o medo de denunciar o agressor. Muitas vezes, elas acabam optando por esse caminho quando a situação chega ao limite.

Essa é a realidade de mulheres que hoje estão acolhidas na Casa Abrigo do Distrito Federal, um alojamento que oferece assistência e uma oportunidade de recomeçar a vida. O endereço não é informado para garantir segurança e proteção as vítimas, que são encaminhadas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

O Ligue 180 é uma opção de atendimento à mulher em situação de violência. A Central funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive sábado, domingo e feriados e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

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