Brasília tem 4º maior nível de endividamento entre todas as capitais

A poucas semanas do fim do ano, o Distrito Federal deve amargar uma estatística negativa para o bolso do brasiliense: mais de 750 mil famílias de Brasília podem terminar 2018 endividadas. De acordo com o último levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio/DF), de outubro deste ano, pelo menos 755.964 — 3.228 a mais do que em setembro — estão no vermelho atualmente. Segundo a entidade, isso representa 77,9% do total de famílias brasilienses.

Os números colocam Brasília entre as capitais do país com a maior quantidade de endividados. À frente, estão apenas Florianópolis (SC), Boa Vista (RR) e Curitiba (PR). Para o presidente da Fecomércio/DF, Adelmir Santana, apesar do número expressivo, a situação não é considerada desesperadora. Ele destaca que a quantidade de famílias inadimplentes (116.143) mostra que o brasiliense procura resolver as dívidas.

“Dívida, todo mundo tem. Qualquer comprinha em uma farmácia, com cartão de crédito, já é uma dívida. Mas não são todos que se complicam com o pagamento ou atrasam os seus débitos. O nível de inadimplentes incomoda, mas é aceitável. Significa apenas 15% do total de endividados.”

Pendências com cartão de crédito aparecem no topo da lista dos principais causadores de dívidas no DF, aponta a Fecomércio/DF: 89% das famílias endividadas o têm como maior vilão. Financiamentos de carro e casa, cheque especial, carnês e crédito consignado também são alguns dos motivos que mais consomem o orçamento do brasiliense.

Para os três primeiros meses de 2019, contudo, a expectativa é de que o número de endividados diminua. Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL/DF), José Carlos Magalhães lembra que as parcelas do 13º salário deste ano serão importantíssimas para que o brasiliense acerte o seu orçamento. As mudanças na política local e nacional também contribuem. “Acredito que teremos uma melhora considerável. O novo governo do DF mencionou que conseguiu verbas para a saúde e região metropolitana, o que traz esperança de trabalho. O trabalho significa dignidade e, com dignidade, qualquer um coloca a sua vida em dia”, observa José Carlos.

Por Correio Braziliense

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *