Mudança tímida da Fifa manterá dúvidas em mão na bola como de jogo do Inter

Ifab (International Board), grupo que regula o futebol, e Fifa divulgaram nesta sexta-feira (5) mudanças bem tímidas com relação a toques de mão e braço na bola. Esperava-se que os homens que decidem as regras tornassem mais simples as recomendações com relação a marcar ou não um pênalti como o do corintiano Ramiro no decisivo jogo do Brasileirão-2020 contra o Inter, mas não. As dúvidas vão continuar.

Dentro de campo, ou analisando o vídeo via VAR, o árbitro seguirá interpretando se o braço do jogador estava ou não “anormalmente maior”, ou seja, distante do tronco a ponto de interferir na trajetória da bola. No lance em que o colorado Moises cruzou e a bola tocou no braço de Ramiro, no Inter x Corinthians pela última rodada da Série A em 25 de fevereiro, Wilton Pereira Sampaio primeiro avaliou que o braço estava aberto e marcou a penalidade.

Chamado a ver o lance no VAR, mudou de ideia ao avaliar que o braço, apoiado no gramado, não caracterizava uma abertura “anormalmente maior” voluntária. Para Fifa e Ifab, nem toda mão (ou braço) na bola é infração e cabe ao árbitro fazer todas essas análises sobre “determinar a validade da posição da mão ou do braço em relação ao movimento do jogador naquela situação específica”. Cada árbitro, portanto, continuará tendo uma avaliação que pode ser diferente de outro em rodadas distintas da mesma competição.

Efetivamente a Ifab, que tem em seu conselho que decide representantes da Fifa e de federações britânicas, fez uma mudança em lances de mão na bola: um toque acidental na mão ou no braço que leva um companheiro de equipe a fazer um gol ou a ter a oportunidade de marcar não será mais considerado uma infração.

Um exemplo de lance assim ocorreu em 29 de setembro de 2019, pelo Brasileirão daquele ano na partida Inter x Palmeiras no Beira-Rio. O atacante Willian tocou o braço na bola acidentalmente em lance que originou gol de Bruno Henrique. Acertadamente pela regra vigente na época, o árbitro de vídeo, Wilton Pereira Sampaio, chamou o de campo, Braulio da Silva Machado, para avaliar o lance no VAR. Machado concordou e anulou o gol (veja o lance no vídeo no início desse texto).

Hoje seria validado porque Willian a tocou acidentalmente — os toques propositais, qualquer um, continuam sendo falta. Essa mudança feita pela Ifab ocorre após uma avalanche de pedidos de clubes e federações que não viam sentido em anular o gol por causa de um toque de mão ou braço acidental que não fosse daquele atleta a marcar.

Pela regra continua mantido que se a bola bater na mão do jogador e esse mesmo atleta marcar imediatamente após esse toque, o árbitro precisa anular.

Da redação com portal UOL

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