Em Brasília pode ir para o bar, mas não pode reunir comissão na Câmara

Por João Pedro Marques

 

QUE QUE ISSO?

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) desabafou nesta quarta-feira (18) sobre a paralisia na Câmara. Marcelo tem viajado todas as semanas de Manaus para Brasília na expectativa de votar. Com exceção do dia 27, quando aprovou indicações para os conselhos do Ministério Público e da Justiça, os deputados não votam desde 29 de setembro. O principal motivo é a obstrução feita pelo Centrão na disputa pelo comando da Comissão Mista de Orçamento. Por trás disso, no entanto, está a disputa pela presidência da Câmara entre os grupos do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do líder do PP, Arthur Lira (AL). “ inusitado é que hoje em Brasília você pode reunir em um bar mas não pode reunir uma comissão da Câmara”, resumiu no Twitter.

CABRA MACHO

Em tom de elogio, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu, nesta quarta-feira, ao povo do campo por não ter sido “frouxo” em meio à pandemia de covid-19, que já vitimou mais de 166 mil brasileiros. Segundo o chefe do Executivo, caso a classe rural tivesse paralisado, o país sofreria com desabastecimento e fome. A declaração ocorreu em Flores de Goiás, em Goiás, onde o mandatário participou da cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural. Bolsonaro foi ovacionado quando repetiu que o povo goiano é cabra macho.

CANETA PODEROSA

Durante o discurso, Bolsonaro questionou se alguém estava reclamando sobre o fim do horário de verão e parabenizou o idealizador da ideia, o deputado federal João Campos, afirmando que a caneta presidencial é “poderosa”. “O João Campos foi lá tomar um café com a gente. Olha como é poderosa essa canetinha. Dependia de uma Compactor ou Bic e nós, obviamente depois de estudos feitos chegamos a conclusão de que era bom para o organismo da pessoa e era bom para a economia também. Então botamos um ponto final no horário de verão. Parabéns, João Campos”, completou.

LULA E O TRIPLEX

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue no colegiado o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja suspensa a análise do processo relativo ao triplex de Guarujá (SP). Em sua decisão, Fachin negou o pedido de Lula por uma questão processual, visto que de acordo com ele, é preciso analisar o caso ainda no âmbito do STJ. A defesa do ex-presidente pede que o caso seja analisado somente depois que houver decisão no Supremo sobre a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro. É, pelo jeito, vai demorar um pouco.

SEGUNDA ONDA

O Ministério da Economia melhorou as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), revisando a estimativa de queda da atividade deste ano de 4,7% para 4,5%, devido à melhora nos indicadores econômicos do terceiro trimestre. Em meio à recessão provocada pela pandemia de covid-19, manteve em 3,2% a previsão de crescimento do PIB no ano que vem. Durante a apresentação dos dados, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, foi taxativo em afirmar que considera mínima a chance de uma segunda onda de contágio de covid-19, porque tem “dois doutores em estatística” com dados para garantir essa afirmação.

SEGUNDA ONDA (2)

Um ano após o registro do primeiro caso de coronavírus no mundo, que aconteceu em 17 de novembro em Wuhan, na China, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha afirmou, nesta quarta-feira (18), que “estamos prontos para a segunda onda de covid-19”.O vírus, que pegou o mundo de surpresa, abateu a sociedade e fez com que o Governo do Distrito Federal (GDF) tivesse que tomar medidas drásticas para evitar que o contágio fosse maior do que foi registrado nos últimos meses. “Tivemos medidas duras que abateram, em especial, o comércio do DF, com o fechamento dos shoppings e de todo o comércio que estava voltado para a população”, disse, “O isolamento foi necessário naquele momento, porque se fazia a necessidade pura de cuidar da saúde da população, e fizemos isso com muita coragem”, finalizou o governador em discurso.

DEU ERRADO

Dono da segunda maior fatia do fundo eleitoral para financiar campanhas, equivalente a R$ 199,4 milhões, o PSL ficou longe de repetir o sucesso de 2018 nestas eleições municipais. O partido que abrigou o presidente Jair Bolsonaro até o ano passado fez apenas 92 prefeituras, mas nenhuma capital. “O PSL tinha dinheiro, mas não tinha poder”, disse ao Estadão o deputado Luciano Bivar, presidente da sigla, ao justificar o resultado. O deputado também não respondeu se Bolsonaro voltará ao PSL, mas afirmou que em política não se pode ter rancor. Questionado sobre o resultado da participação do chefe do Executivo nas campanhas, Bivar foi taxativo: “O presidente, politicamente, é muito mal assessorado”.

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