Fusão do ICMbio com Ibama gera polêmica no calor dos incêndios florestais

Por João Pedro Marques

 

LENHA NA FOGUEIRA

Em plena polêmica que joga lenha na fogueira dos incêndios florestais, o governo volta a discutir a fusão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Essa possibilidade vinha sendo rejeitada até o fim do ano passado, mas agora entrou na agenda a pedido do próprio presidente Jair Bolsonaro. O prazo para estudar o plano de fusão dos órgãos é de até 60 dias e a tendência é que o ICMBio seja incorporado pelo Ibama a partir do ano que vem.

AGORA QUANDO?

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi um dos primeiros a desejar pronta recuperação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que passou por uma cirurgia para a retirada de um cálculo da bexiga, na manhã de hoje. Na quarta-feira (23) o discurso foi outro. Sem citar o nome do presidente, Doria comentou o pronunciamento do líder brasileiro durante Assembleia Geral da ONU. “Nenhum dirigente público convencerá meios de comunicação e a opinião pública com falácias, sofismas, desinformação, negacionismo, fake news ou mentiras”, afirmou Doria na ocasião.

ATROPELOS

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), antecipou o fim de uma licença médica do dia 27 e retornou aos trabalhos na Corte nesta sexta-feira (25). Ele é relator do processo que investiga se o presidente Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Por ordem de Celso de Mello, a PF deveria agendar o depoimento presencial do presidente. Afastado, o ministro Marco Aurélio Mello assumiu a relatoria do caso, e enviou a decisão, se o depoimento deve ser presencial ou por escrito, para o plenário do Supremo. Para Marco Aurélio, o presidente tem o direito de depor por escrito.

BOM SINAL

De acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial, mantido pela Serasa Experian, agosto de 2020 registrou dez pedidos de recuperação judicial a menos entre micro, pequenas, médias e grandes empresas, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O recuo foi de 7%, após queda de 142 para 132 pedidos na comparação interanual. Ante o mês anterior, julho, agosto teve queda de 2,2% no número de recuperações judiciais requisitadas.

MORDEU NA LÍNGUA

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou o pedido de penhora de um imóvel e de um automóvel do ex-governador e candidato à presidência em 2018 Ciro Gomes (PDT-CE). A medida vem como forma de cumprimento de sentença de uma ação de indenização por danos morais movida pelo senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL). O processo se deu após Ciro afirmar que o ex-presidente Lula deveria ter chamado Collor de “playboy safado” e “cheirador de cocaína” durante um dos debates eleições de 1989.

ÁGUAS PASSADAS

O procurador-geral da República, Augusto Aras, analisa a possibilidade de delação do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Aras aguarda a entrega pelos advogados de Cunha de 60 novos anexos. Segundo Aras, Cunha apresentou 152 anexos. Mas os primeiros 92 não tinham nenhum valor nem nada de novo. Mas, agora, seus advogados estão trazendo novos elementos. Em delação recusada, Cunha admitiu financiar deputados para chegar à presidência da Câmara, o que foi decisivo para cassar a ex-presidente Dilma.

MEGA SALÁRIO

Depois da repercussão negativa, a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu suspender as promoções, autorizadas na sexta-feira da semana passada, de 607 procuradores. A decisão foi assinada pelo procurador-geral federal Leonardo Lima Fernandes, ontem, alegando “razões de conveniência e oportunidade”. Na Procuradoria-Geral Federal, o salário inicial é de R$ 21.014,00 e o salário final é de R$ 27.303,00.

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