Covid-19: média de mortes cai em 12 estados, fica estável em 13 e sobe em 2

Acre e Ceará tiveram aumento na taxa – no estado do norte do país, o número de óbitos cresceu 77%, a maior variação entre as UFs

Por Rafaela Lima, do Metrópoles
Apesar de os números de mortes de Covid-19 no Brasil por semana epidemiológica estarem em queda, o avanço do novo coronavírus tem sido diferente em cada uma das 27 unidades da Federação.

Na contramão, estão duas unidades da Federação: Acre e Ceará. A primeira, por exemplo, registrou aumento de 77%; no estado nordestino, a taxa cresceu 22%. Isso significa que há duas semanas, 15 cearenses morriam, em média, a cada 24 horas. O ritmo deu um salto e agora são 19 vítimas em média por dia.

Veja gráfico:

As 13 restantes — maioria do país — vivem um período de estabilidade, o famoso “platô”. Os números estáveis, segundo os especialistas, devem ser analisados com cautela.

“Toda curva epidêmica que se preze tem de atingir o pico e começar a cair”, ressaltou o professor e pesquisador Eduardo Massad, da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV), durante webinar sobre a doença promovido pela Agência Fapesp e pelo Canal Butantan.

Pior do G-20

O Brasil se tornou, nesse último domingo (13/9), o país do G-20 – grupo das 20 principais economias do mundo – com o maior coeficiente de mortalidade por Covid-19, com 613,46 mortes por milhão de habitantes, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O indicador é calculado dividindo o número total de óbitos da doença pelo da população. Em nono nesse ranking, o país superou o Reino Unido e se aproxima do Equador (com 614,18).

Acompanhar o avanço da pandemia da Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou casos está longe do ideal. Isso porque essas informações podem ter variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para reduzir esse efeito e produzir visão mais fiel desses dados, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total dos óbitos dos sete dias anteriores.

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