Distrito Federal e Maranhão também querem ter acesso à vacina russa

Da Redação

Na última sexta-feira (11), a Bahia anunciou um acordo com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI) prevendo o fornecimento de 50 milhões de doses da vacina russa. A ideia seria enviá-la futuramente para outras partes do país.

O estado espera começar a realizar ensaios clínicos com 500 voluntários no próximo mês, e aguarda, por enquanto, o posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Sputnik V foi registrada pelo Ministério da Saúde da Rússia no dia 11 de agosto, após obter grande sucesso nas fases I e II de testes, com resposta imunológica de 100%, sem reações adversas graves. Atualmente, está em desenvolvimento a fase III da vacina, com 40 mil voluntários.

Antes da Bahia, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já havia celebrado um acordo com o RFPI e, na tarde de ontem (11), o Rio de Janeiro revelou que estava considerando a possibilidade de iniciar conversas com os russos sobre a vacina.

​Atendendo a uma solicitação da Sputnik Brasil, outras unidades da federação se manifestaram sobre o tema, com destaque para o Distrito Federal, cuja Secretaria de Saúde informou que já “está em discussão com a Embaixada da Rússia sobre a possibilidade de a vacina russa ser testada e produzida no DF”, e para o Maranhão, que explicou neste sábado (12) que, uma vez autorizado pela Anvisa, “deve tentar comprar” a vacina “conjuntamente com o estado da Bahia”.

​O Espírito Santo, por sua vez, disse através de um comunicado que diante do dinamismo do cenário e da rápida evolução das pesquisas científicas, está monitorando todas as candidatas a vacina que estão em desenvolvimento atualmente e aguarda a disponibilização da vacina a ser adquirida via Programa Nacional de Imunização.

“Estados que realizaram acordos para comercialização da vacina, como Paraná, São Paulo [CoronaVac, da China] e Bahia, possuem fundações, institutos e entidades públicas ligadas à indústria de medicamentos, testes, vacinas e comercialização de produtos medicinais. Esses estados atuam como mediadores da produção / comercialização dos itens citados, em especial ao Ministério da Saúde (MS), que disponibilizará a vacina adquirida via Programa Nacional de Imunização”, disse a Secretaria da Saúde do ES (Sesa). “O Espírito Santo não possui atividade estatal de produção e comercialização de produtos farmacêuticos e acompanha junto ao MS e por meio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde todas as ações para a disponibilização da vacina aos usuários do Sistema Único de Saúde.”

Fonte: Sputink

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