Festival Primeiro Olhar oferece espetáculos para crianças de 0 a 5 anos em Brasília


Cena do espetáculo "Café frágil", para a primeira infância, da Cia. La Casa Incierta — Foto: Carlos Laredo/Divulgação

Cena do espetáculo “Café frágil”, para a primeira infância, da Cia. La Casa Incierta — Foto: Carlos Laredo/Divulgação

O Festival Primeiro Olhar, com espetáculos dedicados exclusivamente à primeira infância, chegou à 6ª edição neste sábado (31) em Brasília. O evento reúne quatro peças teatrais e uma exposição concebidas para crianças de 0 a 5 anos.

As apresentações ocorrem aos sábado e domingos no Espaço Cultural Renato Russo, na Asa Sul, até 22 de setembro. A meia-entrada custa R$ 15 e os ingressos são vendidos uma hora antes de cada espetáculo.

Espaço Cultural Renato Russo na 508 Sul, em Brasília — Foto: Luiza Garonce/G1Espaço Cultural Renato Russo na 508 Sul, em Brasília — Foto: Luiza Garonce/G1

Espaço Cultural Renato Russo na 508 Sul, em Brasília — Foto: Luiza Garonce/G1

O evento, que ocorre desde 2014, contou com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) a partir da segunda edição. Neste ano, porém, a verba foi congelada. O projeto havia sido aprovado no edital “Áreas Culturais” de 2018, que foi cancelado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa em maio.

“Nós conseguimos gerar um movimento de público – de pais e creches que descobriram a possibilidade de acesso à arte para a primeira infância – e um movimento de artistas que passaram a criar para crianças”, disse ao G1 a atriz, pesquisadora e idealizadora do festival, Clarice Cardell.

“Cultura se faz com persistência, tempo e continuidade.”

A atriz Clarice Cardell, de Brasília, é uma das fundadoras da companhia de teatro La Casa Incierta — Foto: TV Globo/ReproduçãoA atriz Clarice Cardell, de Brasília, é uma das fundadoras da companhia de teatro La Casa Incierta — Foto: TV Globo/Reprodução

A atriz Clarice Cardell, de Brasília, é uma das fundadoras da companhia de teatro La Casa Incierta — Foto: TV Globo/Reprodução

O Festival Primeiro Olhar também acontece em São Paulo. Na capital paulista, porém, ele tem mais tempo de estrada: 9 anos. A 10ª edição, porém, estava sem data prevista para ocorrer até a publicação desta reportagem.

“Estamos fazendo o festival na guerrilha. Cancelamos a programação internacional e todas as atividades gratuitas na periferia”, explicou Clarice. Em abril, a companhia de teatro responsável pelo festival, La Casa Incierta, levou os espetáculos “Café frágil” e “A geometria dos sonhos” ao Gama e a Planaltina.

Companhia La Casa Incierta faz experimento com espetáculo para bebês — Foto: TV Globo/ReproduçãoCompanhia La Casa Incierta faz experimento com espetáculo para bebês — Foto: TV Globo/Reprodução

Companhia La Casa Incierta faz experimento com espetáculo para bebês — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo Clarice, as atividades formativas também tiveram que ficar de fora do festival. “O que é lamentável, porque o movimento de arte na primeira infância é muito impulsionado por essas oficinas.”

“Brasília se transformou em um polo de cultura para bebês na América Latina por conta do festival.”

Com a falta de verba e os consequentes cortes na programação, todos os espetáculos em cartaz neste ano são realizados pela La Casa Incierta, que desenvolve pesquisas em dramaturgia para bebês há 16 anos.

Cena do espetáculo "Pupila d'água", para a primeira infância, da Cia. La Casa Incierta — Foto: La Casa Incierta/DivulgaçãoCena do espetáculo "Pupila d'água", para a primeira infância, da Cia. La Casa Incierta — Foto: La Casa Incierta/Divulgação

Cena do espetáculo “Pupila d’água”, para a primeira infância, da Cia. La Casa Incierta — Foto: La Casa Incierta/Divulgação

Além das peças, no dia 21 de setembro a companhia fará uma sessão de cinema para lançar o “Canal Bebelume” – com vídeos poéticos para bebês (veja um deles abaixo).

“A ideia é construir uma espécie de portal com criações audiovisuais de qualidade para a primeira infância, algo que não existe, eu diria, no mundo”, explica Clarice, que assume direção e roteiro no projeto.

Espetáculos

“Canto do medo”
Em um grande vestido azul, uma mãe conversa sobre seus medos e receios. À noite, uma criança entre o sono e a vigília sonha com lobo, monstros e com o mar. Diferentes medos são cantados e contados por meio de sombras, objetos e canções.

  • Data: 31 de agosto e 1º de setembro
  • Hora: 11h e 16h

“Pupila d’água”
Um espetáculo de música e teatro que utiliza elementos de canto lírico, percussão com objetos cenográficos e vasos de cristal, além de elementos teatrais e de dança. Foi vencedor do prêmio FETEN (2005), na Espanha, e de menção honrosa da Associação Internacional de Teatro para a Infância e Juventude no Canadá.

  • Data: 7 e 8 de setembro
  • Hora: 11h e 16h

“Café frágil”
A peça consiste em uma instalação com objetos, esculturas e pinturas. Em um espaço em forma de caracol, uma estranha mulher vestida de branco carrega maletas que trazem, cada uma, um café da manhã diferente.

  • Data: 14 e 15 de setembro
  • Hora: 11h e 16h

“Geometria dos sonhos”
O espetáculo explora os caminhos da poesia para contar a história da metamorfose de uma pedra. A força do desejo é o que move esta pedra desde as entranhas da terra até seu destino. Ao final, ela consegue se transformar em uma nuvem e realiza o sonho de chorar.

  • Data: 21 e 22 de setembro
  • Hora: 11h e 16h

Exposição

“Aldeia adormecida”
Uma pequena exposição na qual Gabriel Guirá compõe um ambiente para acolher sonhadores. Uma aldeia em miniatura reproduz casas que, na verdade, são metáforas de antigas memórias, que, por vezes, aparecem somente nos sonhos.

  • Data: 3 a 15 de setembro
  • Hora: das 10h às 20h (terça a sábado), das 10h às 19h (domingo); não abre às segundas
  • De graça            Com informacaoes do G1

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