Confira a entrevista com o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal

Fernando Brites, presidente da Associação Comercial do Distrito Federal, fala sobre os projetos de revitalização do Setor Comercial Sul, Setor Comercial Norte, Setor Bancário Norte, Setor de Autarquias e no Setor de Diversões Sul e Norte

 

Por Isa Ramos e John Macário

 

De volta ao comando da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Fernando Brites quer dar a Brasília destaque no cenário nacional com boas ideias concretizadas que gerem emprego e renda. Ele já esteve à frente da entidade em 2003. Em 12 de abril, o governador do DF atendeu a um pleito antigo dos empresários da região angustiados e inconformados com o abandono, a depredação, as invasões e realização de comércio informal no Setor Comercial Sul. Brites fala um pouco das expectativas de realizar grandes parcerias com o GDF.

Quais os pontos cruciais que o senhor ressalta ser necessário para revitalizar o centro de Brasília?

Nós recebemos a visita do governador, que assinou conosco um termo de revitalização no Setor Comercial Sul, Setor Comercial Norte, Setor Bancário Norte, Setor de Autarquias e no Setor de Diversões Sul e Norte. Há uma determinação do governo que é o SOS Brasília de revitalizar a cidade por inteiro. No dia 10 de abril, houve uma solenidade na 511 Sul, onde foi lançado a revitalização do primeiro trecho da W3 Sul. A cidade está abandonada há mais de 9 anos e este governo tem uma missão um tanto difícil que é recuperar uma cidade que está totalmente degradada.

Como está sendo implementado o programa Olá Empresário?

É um projeto da Associação Comercial que não espera que o empresário venha a sua sede, a associação vai até o empresário. No próximo dia 23 de maio, vamos realizar uma ação deste projeto que é homenagear o presidente da Pioneira da Borracha, Hely Couto que completa 94 anos e continua trabalhando todos os dias e vamos homenagear também o Proprietário do Restaurante Roma, Simon Pitel. Vamos atender os comerciantes de 12 quadras locais.

O que o senhor pode falar sobre a importância do Conselho de Inovação Tecnológica?

É uma coisa muito importante criada pela Associação Comercial. Pra este Conselho de Inovação Tecnológica, estamos trazendo a Universidade de Brasília (UnB), diretores de Faculdade, estamos trazendo pessoas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), pessoas da iniciativa privada   empresários em geral. Nós estamos buscando um perfil daquilo que pensa: a Universidade, empresas de Tecnologia da Informação (TI) e empresários.

Qual a sua atuação como presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal Centro Oeste?

Estou lá desde 2007 e temos feito várias missões a Portugal, temos trazido empresários portugueses para investir no Brasil e temos levado empresários brasileiros para investir em Portugal. Estamos programando agora para o segundo semestre, uma missão aqui do Distrito Federal, que deve levar a Portugal empresas do Distrito Federal e de Goiânia. Nós temos aqui moda produzida pelo DF que alguns anos atrás já teve algum início de negociação com Portugal, mas agora, nós vamos pra fazer negociações efetivas e colocar a moda do DF na Europa por meio de Portugal.

Com toda a experiência, como o senhor avalia o Governo Ibaneis?

O governador Ibaneis está pegando Brasília num momento muito difícil. A cidade não tem asfalto, não tem calçada, não tem equipamentos públicos. O viaduto caiu já tem quase um ano e não se recuperou, na China constrói-se uma estrada de 50 quilômetros em 6 meses, nós estamos há mais de um ano pra recuperar um viaduto é uma vergonha para a capital do país.

Recentemente o governador Ibaneis esteve em Portugal para um possível acordo de trazer mais turismo para a capital, como o senhor avalia esta iniciativa?

Realmente foi um acordo com a TAP Air Portugal de fazer no Brasil, especialmente em Brasília aquilo que a TAP faz em Portugal, um passageiro da TAP que se dirija a um outro pais da Europa  que faz escala em Portugal tem direito de três a cinco dias de hospedagem gratuita, isto deve alavancar o turismo do Distrito Federal. O turismo do Centro-Oeste corresponde a 7%da mão de obra nacional. Essas medidas colocam o DF na rota internacional do turismo, que hoje não vemos Brasília como um ponto turístico pra ser visitado por alguém que esteja no exterior.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *