UnB promove eventos em comemoração ao Dia Mundial da África

Aumentar a visibilidade da cultura africana é um dos objetivos da Semana da África, evento que ocorre na Universidade de Brasília (UnB) desde segunda-feira (20) em homenagem ao continente.

programação conta com feira de artesanato, oficinas, apresentações culturais, palestras e até torneio de futsal. Desde 2017, a UnB organiza eventos na semana que se comemora o Dia Mundial da África, em 25 de maio.

A data faz referência à criação da antiga Organização da Unidade Africana (hoje União Africana), em 25 de maio de 1963, em Adis Abeba, na Etiópia.

Uma das fotos do projeto 'Desconstruindo os preconceitos contra africanos' — Foto: Stephen Delaedem/Divulgação
Uma das fotos do projeto ‘Desconstruindo os preconceitos contra africanos’ — Foto: Stephen Delaedem/Divulgação

A Semana da África é promovida pelas Delegações Africanas Permanentes ligadas à Unesco, braço da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além do imaginário eurocêntrico

O tema este ano é “A África além do imaginário eurocêntrico”. Segundo o presidente da Associação dos Estudantes Africanos da Unb, Ulrich Koffi, o objetivo é desconstruir a imagem estigmatizada que ainda existe em relação aos descendentes africanos.

Objetivo da iniciativa é desconstruir imagem estigmatizada dos descendentes de africanos. — Foto: Stephen Delaedem/Divulgação
Objetivo da iniciativa é desconstruir imagem estigmatizada dos descendentes de africanos. — Foto: Stephen Delaedem/Divulgação

Mostrar e valorizar a cultura, a riqueza, a intelectualidade e o potencial de todo o continente e seus 54 países é um desafio, pelo pouco conhecimento que se tem da África, afirma Ulrich.

“Muita gente ainda acha que a África é um país.”

Uma novidade da Semana da África, que chega à terceira edição, é o projeto fotográfico “Desconstruindo os preconceitos contra africanos”, que tem a participação dos alunos da Associação dos Estudantes Africanos da UnB. As fotos são uma campanha de conscientização da cultura negra.

Nas fotos, estudantes negros aparecem com frases que se tornaram “lugar comum”, mas que não definem o povo africano, como “sou africana e muçulmana, mas não terrorista e macumbeira”, “ser negro e africano não significa ser pobre e sujo” e também “o corpo da mulher africana não tem padrão, e não é objeto sexual. Eu sou o meu padrão de beleza”.

Programe-se

Semana da África

  • Data: até 25 de maio
  • Local: UnB – Campus Darcy Ribeiro (Asa Norte) e Gama
  • Programação no site
  • Entrada gratuita

Da Redação com informações do G1 Brasília.

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