Espetáculo Vin\co explora o tempo e as formas, inspirado na arte do origami

 

A companhia dançapequena, em colaboração com o coletivo Instrumento de Ver, apresentam o espetáculo Vin\co, dirigido e concebido por Édi Oliveira, com pré-estreia no dia 26/4, às 20h, como parte da programação do MID -Movimento Internacional de Dança. Vin\co é o primeiro espetáculo de dança dos artistas circenses Daniel Lacourt e Julia Henning, que já vêm elaborando pesquisa de movimento há anos.

Durante o espetáculo de 70 minutos, os artistas dobram-se enquanto seus corpos conversam, vincam-se e esculpem-se em movimentos. Vin\co proporciona uma experiência de pausa, desaceleração, de desfrute dos sentidos e de contemplação do silêncio e do preenchimento de vazios. A trilha sonora é assinada por Euler Oliveira, com iluminação de Moisés Vasconcellos e figurino de Roustang Carrilho. A produção é concebida por Julia Henning, Kamala Ramers e Maíra Moraes.

Vin\co é inspirado na técnica milenar do origami, prática japonesa que consiste em dobraduras de papel para dar forma a figuras. O nome se origina do verbo ori(dobrar) e do substantivo kami (papel), denominando a arte de vincar, manipular, torcer e dobrar até surgirem os mais diversos seres e objetos.

Para a concepção da peça, fazer um origami é uma experiência plástica, mas também sensível, sensorial e poética, onde são trabalhadas noções de simplicidade, geometria, tempo, equilíbrio, fragilidade, delicadeza, leveza, figuração e abstração. A partir desse preceito, Vin\co propõe uma experiência sobre a plasticidade dos corpos e do encontro estabelecidos entre o papel e os intérpretes, explorando também a relação com o tempo e com as formas.

O diretor Édi Oliveira, bailarino e mestre pelo programa de pós-graduação em artes cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), iniciou seus contatos com a dança contemporânea ainda na universidade. Há 20 anos trabalha como dançarino, figurinista, ator e artista-pesquisador em diversos projetos do Distrito Federal, ao lado de nomes importantes da cena cultural brasileira, como Giselle Rodrigues, Hugo Rodas, Luciana Lara e Leonardo Shamah.

 

Julia Henning é gestora e artista integrante do Coletivo Instrumento de Ver, onde desenvolve pesquisa artística focada no movimento, por meio da dança e acrobacia, há 17 anos. Sua pesquisa passa por investigações entre diferentes linguagens e suas relações com o circo. Nos espetáculos do coletivo, atuou como artista criadora e, mais recentemente, atuou na área da direção. É mestre em Artes Cênicas pela UnB e possui formação em dramaturgia circense pelas escolas ESAC (Bélgica) e CNAC (França).

Daniel Lacourt iniciou seu percurso artístico com o grupo Esquadrão da Vida. Passou por formações na Escola Nacional de circo, no Atelier de Pesquisa Aérea (RJ), na escola de circo Arc-en-Cirque – Chambéry, França e ESAC, em Bruxelas. Criou o grupo Tecendo Fios d´Éter. Integrou o coletivo Instrumento de Ver por 10 anos, onde criou espetáculos circenses em diferentes funções, como artista circenses, diretor, rigger ou diretor técnico.

Da Assessoria.

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