Bolsa atleta ganha investimento com foco em olimpíadas de 2020

Após o ex-presidente Michel temer, em seu último dia de mandato, cortar quase em 50% dos atletas do Bolsa Atleta, o ministro da Cidadania, Osmar terra, diz que o programa ficará ainda maior neste novo governo.

 

Por John Macário

 

Há 14 anos o governo brasileiro custeia o maior programa de atletas do mundo. São atletas de alto rendimento que alcança excelentes resultados em competições nacionais e internacionais em sua modalidade. O Bolsa Atleta garante condições mínimas para que se dediquem aos treinamentos e competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas. O programa ainda permite através da lei 12.395/11 que o candidato seja patrocinado por outras empresas, a fim, de obter uma renda extra.

Em meados de dezembro de 2018, o ex-presidente Michel Temer, reduziu o número de atletas em quase 50%. Com base nos resultados esportivos de 2017. Na comparação com 2016, o corte é de 58% no número de atletas beneficiados, mas não atinge a elite do esporte brasileiro, que é altamente remunerada.

Em entrevista o Ministro da Cidadania, Osmar Terra, garantiu que no governo bolsonarista vai disponibilizar recursos para a preparação de atletas olímpicos nos jogos de 2020 em Tóquio.

“No fim do governo anterior o Ministério do Planejamento cortou uma parte do Bolsa Atleta, nós vamos recuperar isso e o Bolsa Atleta vai ficar maior do que era, eu diria bem maior pensando já na Olimpíada”, disse Terra.

Atualmente, são seis as categorias de bolsa oferecidas pelo Ministério do Esporte: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico e Pódio. A partir da assinatura do termo de adesão, os contemplados recebem o equivalente a 12 parcelas do valor definido na categoria: Atleta de Base (R$ 370); Estudantil (R$ 370); Nacional (R$ 925); Internacional (R$ 1.850); Olímpico/Paralímpico (R$ 3.100) e Pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

O Bolsa Atleta inspirou alguns estados e municípios a instituir projetos semelhantes, o que foi um ganho para o esporte brasileiro. O programa passa por avaliação contínua e aperfeiçoamento constante visando a atender satisfatoriamente aos interessados e aos objetivos do esporte de alta performance no país.

 

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