Tudo na vida é passageiro

Cristina Gomes

A passageira da semana é a diarista Cristina Gomes, 44 anos, 20 dos quais moradora do
Jardim Ingá, em Luziânia, mãe de três filhos, um neto. Ela trabalha no Setor Hoteleiro
Norte e usa ônibus do CT Expresso ou da Catedral. “O que passar primeiro”, diz.

Onde você nasceu?

– Em Brasília.

Que horas você sai de casa?
– Seis da manhã.

Que horas volta?
– Depois das 14, quando termino o serviço aqui no Plano. Depois vou cuidar do meu
pequeno negócio no Jardim Ingá.

Que negócio?
– Tenho um carrinho de espetinho. Trabalho nele até as 10 ou 11 horas da noite.

Como avalia o transporte que você usa?
– Horrível. Sempre atrasado, lotado demais, desconfortável, inseguro.

O que precisa melhorar?
– Mais conforto e segurança. Os ônibus estão caindo aos pedaços. Precisa de novos
carros e mais quantidade. São muito poucos.

O que você mais gosta em Brasília?
– Do Parque da Cidade.

O que você não gosta?
– Das distâncias. Tudo muito longe, principalmente para quem depende de ônibus.

Como avalia a situação do país?
– Está simplesmente uma lástima. Muito triste. Aumentando muito a desigualdade, a
violência, desemprego, falta de esperança.

Um comentário em “Tudo na vida é passageiro

  • segunda-feira, 28 de agosto de 2017 em 22:56
    Permalink

    Minha Mãe 🙂 <3

    Resposta

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